O Pix trouxe uma mudança extraordinária na maneira de fazer operações financeiras. Lançado em novembro de 2020, ele se popularizou e, em 2023, foi considerado o meio de pagamento preferido dos brasileiros, somando quase 42 bilhões de transações no ano, de acordo com a Febraban.
Apesar de sua grande aceitação, ainda existem muitas dúvidas sobre o seu funcionamento. Mas calma! Estamos aqui para ajudar você a entender como usar esse serviço gratuito com toda a segurança. Aqui você vai entender para que serve o Pix, seus principais benefícios, as camadas de segurança que ele carrega, como funciona a Chave Pix e muito mais. Vamos lá?
O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Ele serve para você fazer transferências, pagar suas compras ou realizar pagamentos, 24 horas por dia, todos os dias, inclusive finais de semana e feriados. Se você tem dinheiro para receber, o Pix também é uma mão na roda, porque o dinheiro entra na hora na sua conta.
O Pix reduz a necessidade de usar dinheiro para fazer compras ou pagamentos, mesmo que eles sejam de baixo valor, trazendo conveniência para consumidores e lojistas, além de facilitar transferências entre contas. Outro importante benefício do Pix: você não paga nada para usar. Isso possibilita que mais pessoas tenham acesso ao sistema financeiro.
Se você for um microempreendedor individual, também não irá pagar tarifas para usar o Pix. As instituições só podem cobrar transferências feitas pelo Pix de empresas de maior porte. Resumindo: o Pix barateia o custo dos pagamentos e transferências, eliminando, em alguns casos, a necessidade de emissão de boletos e de pagamentos de tarifas.
O Pix não possui aplicativo próprio. Ele só funciona dentro dos sites e aplicativos que as instituições financeiras (bancos, fintechs, contas de pagamento, etc.) já usam para realizar operações com seus clientes.
Portanto, aqui vai a primeira dica de segurança no uso do Pix: você não precisa baixar nada no seu celular ou no computador para usá-lo. Para evitar tentativas de fraudes, descarte qualquer mensagem que receba pedindo para baixar ou instalar o Pix e não clique em links que peçam para fazer isso.
Sim, o Pix é seguro e utiliza tecnologia avançada, com mensagens assinadas digitalmente, que trafegam em um sistema protegido, apartado da internet, e de forma criptografada. Isso garante que as informações só são identificadas na ponta, por quem deve recebê-las.
O Pix possui diversas camadas de proteção. Saiba mais sobre elas e como elas funcionam:
A primeira camada de segurança é dada pelas próprias instituições financeiras homologadas pelo Banco Central para participar do Pix. Somente elas podem cadastrar e ativar chaves no Pix. Aqui vale um lembrete: fique de olho, porque o Pix só acontece dentro do aplicativo ou internet banking da instituição na qual você já tem conta.
A segunda camada é a de validação dos seus dados. Na hora de fazer uma transação, você precisa dizer que você é você, autenticando sua identidade na instituição. Isso é feito por senha, token, reconhecimento facial, biometria ou outro meio que você já costuma usar para acessar sua conta bancária.
Já a terceira camada de proteção é a ativação da chave para realizar suas transações. Ao ativar a sua chave, é criado um código criptografado que só a sua instituição e o Banco Central reconhecem. E a transferência acontece de forma segura e rápida.
A partir de novembro de 2024, o Banco Central irá adicionar, ainda, uma camada extra de proteção para os dispositivos de acesso – sejam eles o celular ou o computador – usados para iniciar transações com o Pix. Para dispositivos não cadastrados, as transações serão limitadas a R$200, com limite diário de R$1 mil. Para transações fora desses limites, o dispositivo de acesso deverá ter sido cadastrado previamente. Essa medida minimiza a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix.
Todo o ecossistema financeiro, incluindo o Banco Central, que é responsável por sua implementação, e as instituições que cadastram seus clientes para que essa funcionalidade seja usada. Uma curiosidade que você talvez goste de saber: o Pix também tem a proposta de prevenir e dificultar atividades financeiras ilegais, contribuindo para a melhoria do sistema como um todo.
É um dado que identifica você, como se fosse um apelido. Pode ser seu CPF/CNPJ, número de celular, e-mail ou uma chave aleatória, não vinculada a seus dados pessoais, que é gerada no aplicativo ou site do seu banco.
A chave serve para que você não precise informar os seus dados toda vez que for fazer um pagamento ou receber dinheiro. Assim, na hora da transferência, você fornece apenas a chave que cadastrou (CPF, por exemplo).
Entre no aplicativo ou site de sua instituição financeira e procure pela funcionalidade Pix. Lá, você pode cadastrar uma ou mais chaves de segurança e autorizar a instituição a reconhecer a entrada e a saída de dinheiro a partir dessas chaves. Pronto! Após esse primeiro cadastramento, você pode utilizar a sua chave para receber e transferir dinheiro.
Você pode ativar até cinco chaves diferentes nas instituições com as quais você trabalha. Por exemplo, se quiser ativar uma chave com o seu e-mail, outra com seu número de telefone e outra com seu CPF, você pode!
Como nosso tema aqui é a segurança do Pix, não custa reforçar: há fraudadores que enviam links de páginas falsas de cadastro por SMS e WhatsApp. Não clique nesses links. Entre no aplicativo ou site de seu banco, como faz normalmente, e cadastre lá a sua chave.
Para usar o Pix você deve entrar no site ou app da instituição financeira da qual você é cliente. Você não conseguirá usar o Pix sem se logar no site do seu banco e selecionar o serviço. Tenha isso em mente. O Pix é seguro dentro do site do seu banco. Ele usa as mesmas ferramentas de segurança que garantem outras atividades das instituições financeiras no ambiente digital e físico.
Algumas das questões de segurança em relação ao Pix e ao sistema financeiro como um todo estão relacionadas também à maneira como os usuários cuidam de seus dados pessoais. A gente traz algumas dicas para isso também. É o que você confere a seguir.
Caso você tenha contratado algum serviço ou feito alguma compra online, mas descobriu que se tratava de um golpe, é possível bloquear o pagamento feito pelo Pix e recuperar o seu dinheiro com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), lançado pelo Banco Central em 2024.
Se você suspeita que sofreu uma fraude, registre um boletim de ocorrência e entre em contato com a instituição financeira que possui a chave Pix cadastrada. O banco irá bloquear o acesso ao pagamento e, caso a suspeita de golpe seja confirmada, o dinheiro é devolvido integralmente para você.
Não clique em links de propagandas que peçam seu cadastro em um site que não seja o do seu banco. Recebeu um convite para baixar o app do Pix? Fuja. Viu um anúncio na internet orientando sobre como instalar o PIX. Não clique. Essas são as tentativas mais comuns de capturar seus dados pessoais.
Acesse o app do seu banco, digite sua senha eletrônica, localize e clique no Pix. Cada banco possui uma forma de mostrar as opções para usar o Pix, mas geralmente elas incluem:
É possível, também, digitar manualmente os dados da conta de quem você quer pagar, caso a pessoa não tenha uma Chave Pix. O Pix pode, ainda, ser agendado para que o pagamento aconteça em uma data futura.
Disponível a partir do dia 16 de junho de 2025, o Pix Automático facilitará cobranças recorrentes, trazendo mais comodidade e segurança para todos. Com ele, você poderá autorizar o pagamento automático de contas periódicas – como contas de luz, água ou mensalidade da faculdade, por exemplo – sem a necessidade de autenticação a cada transação. A autorização é dada no ambiente seguro da conta, pelo próprio dispositivo de acesso. A novidade promete mais facilidade para o pagamento de contas e pode, ainda, diminuir custos para o recebedor e reduzir a inadimplência.
Fonte: Meu Bolso em Dia/ Febraban