A blusinha? Passa no crédito. O cafezinho depois do almoço? Vai no crédito. O almoço de domingo fora de casa? Crédito, claro. Daí o dinheiro aperta e entramos no crédito rotativo (e no juros rotativo) sem nem entender direito como ele funciona.
Juros rotativo ou crédito rotativo cobram do consumidor uma das taxas mais altas do mercado. Por isso, saber como ele funciona é essencial para tomar melhores decisões sobre seu dinheiro e ter controle sobre as finanças.
Vamos lá: o crédito do cartão nada mais é que um empréstimo oferecido pela instituição financeira ao cliente confiando que ele pagará a conta até o vencimento da fatura.
Quando, por algum motivo, o cliente não consegue pagar o valor total da fatura, a instituição pode passar esse débito para a fatura do mês seguinte e cobrar juros rotativo sobre este valor – operação chamada de crédito rotativo.
O juros rotativo está entre os mais altos do mercado: segundo o Banco Central, em outubro de 2021, a taxa de juros do rotativo chegou a 343,55% ao ano, a mais alta desde 2017 após quatro meses seguidos de elevação.
Até abril de 2017, bancos e instituições financeiras podiam oferecer crédito rotativo ilimitado aos clientes. O que acontecia? A pessoa entrava no rotativo, não conseguia pagar, o valor entrava para a fatura seguinte e essa dívida virava uma bola de neve.
Como os juros do rotativo são muito altos e muita gente estava se endividando, o governo mudou as regras. Desde então, os clientes podem usar o crédito rotativo no máximo por 30 dias.
Caso, no mês seguinte, ele não consiga pagar o valor total da fatura que inclui o crédito rotativo, a instituição financeira é obrigada a passar essa dívida para alguma opção mais vantajosa ao cliente – geralmente o crédito parcelado, que tem juros menores.
Se estiver previsto no contrato, sim – mas os juros devem ser menores do que os do crédito rotativo.
É importante dizer, entretanto, que o cliente pode solicitar o cancelamento das cláusulas do contrato referentes a parcelamentos automáticos. Por isso, leia sempre os contratos!
Além disso, a instituição financeira deve mostrar de forma clara, na fatura do cartão, o valor da parcela que está sendo paga, os juros cobrados e quaisquer outras informações necessárias para o entendimento do cliente.
Segundo o Banco Central, o cliente pode aceitar as opções de financiamento oferecidas pela instituição ou, se preferir, pode negociar as condições com a empresa.
Não: tudo depende do interesse da instituição financeira e do cliente.
Mas, caso a empresa ofereça o parcelamento da quantia devida, as condições devem ser melhores do que as do crédito rotativo – incluindo juros mais baixos.
Vamos supor que o cliente entrou no crédito rotativo e, no mês seguinte, continuou usando o cartão de crédito. Mas as contas apertaram e, novamente, ele não conseguiu pagar o valor total da fatura.
Neste caso, o valor que não foi pago poderá ser financiado por um novo crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte.
A gente sabe que a vida é cheia de imprevistos e que ninguém quer depender do crédito rotativo, por isso é importante se planejar.
Caso o cliente entre no crédito rotativo, não consiga pagar a dívida no fechamento da fatura seguinte e não aceite nenhuma outra forma de parcelamento do valor devido, ele entrará para a lista de inadimplentes.
Se isso acontecer, a instituição financeira pode aplicar os procedimentos previstos no contrato para inadimplência.
Ninguém quer isso, mas infelizmente acontece. Para esses casos, de acordo com o Banco Central, além de poder ter o cartão bloqueado pela instituição financeira, o cliente pode ter de pagar por:
Quanto aos juros remuneratórios, as instituições financeiras só podem cobrar aquilo que está acordado no contrato. A taxa praticada deve ser:
Caso o cliente não consiga pagar o crédito rotativo e decida parcelar essa dívida, a conta mensal será composta pela soma dos seguintes valores:
Fonte: Blog Fala Nubank