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  • Lidando com as mudanças

    Qualquer mudança de vida requer reorganização e readaptação. Algumas pessoas se adaptam com mais facilidade à estas mudanças, enquanto outras podem enfrentar muitas dificuldades. Com a aposentadoria não seria diferente.

    O que acontece?

    troca de papel social (ganho/perda); afeto envolvido (Positivo/negativo; algo desejado/indesejado); quanto ao tempo (esperado/ inesperado); quanto a duração (permanente, temporária/ incerta); quanto ao nível de estresse envolvido (alto/baixo)

     Mudanças que resultem em ganho, vividas com afeto positivo e previsíveis tendem a ser menos estressantes.

    Nas relações sociais

    Que antecedem e precedem a mudança, proveniente de familiares, de amigos, de colegas, de supervisores, de grupo de apoio no trabalho e da própria instituição/ organização.

    Ter ajuda é melhor do que estar sozinho em momentos de mudança na vida.

    Fatores pessoais

    Idade, fase do curso de vida, condição de saúde, situação socioeconômica, experiências prévias com mudanças, estratégia (s) para enfrentar a situação e valores pessoais.

     Ter saúde, segurança financeira, ver com bons olhos a mudança, ter tido sucesso em mudanças anteriores e buscar ativamente modos de estar melhor da transição podem facilitar a adaptação.

    Você já pensou sobre tais fatores? Como você avalia os seus recursos para viver bem a transição para aposentadoria?

    Experimente fazer duas listas: uma contendo os seus pontos fortes, outra com os pontos a evoluir. Pense em recursos pessoais, familiares, institucionais e sociais que possam te ajudar, ou que o preocupam na aposentadoria, respectivamente.

    O papel social de aposentado só começa se a pessoa deixar de trabalhar, mas o processo de aposentadoria se inicia quando começamos a pensar:

    como me sentirei se eu parar de trabalhar?

  • Projeto de Vida - quais os novos desafios?

    Quando chega a hora da aposentadoria aquilo que poderia ser um momento de celebração pelo descanso merecido pode acabar virando um problema. Muitas pessoas acabam perdendo o rumo quando param de trabalhar. Pois bem, o segredo é justamente este. Você pode se aposentar, mas não precisa parar de trabalhar. Manter-se produtivo é o caminho para uma aposentadoria feliz. Viajar, fazer cursos de reciclagem, esportes e criar novos projetos são apenas algumas das dicas para ajudar você a manter uma vida produtiva depois da aposentadoria.

    Passe sua experiência adiante depois de aposentado

    Se você se dedicou tanto tempo a uma atividade provavelmente sua experiência é enorme. Será que você não tem nada a passar para os mais novos? Um bom caminho para profissionais que se aposentam é passar a dar aulas para quem está começando. Comece com aulas gratuitas, ensinando amigos. Depois vá se aperfeiçoando por meio de cursos e vire professor.

    Faça cursos de reciclagem

    Uma boa maneira de ter uma vida produtiva é manter a mente funcionando. Faça cursos de reciclagem para se atualizar com o mundo moderno. Cursos para aprender a trabalhar fotografias, cursos de design gráfico, de planilhas etc… São muitas as opções que vão ajudar você a se conectar com outras pessoas e serão muito úteis para outras atividades que queira começar ou mesmo para retornar ao mercado de trabalho no futuro, se for o caso.

    Viaje, liberte a mente

    Viajar é sair da zona de conforto e uma das melhores fases da vida é quando se tem tempo e dinheiro juntos para fazer coisas novas. Aproveite os primeiros momentos depois da aposentadoria para conhecer outras culturas, outros países e novas pessoas. Quando você voltar, com certeza estará mais cheio de ideias e com muita energia. Tirar um tempo para viajar ajuda a manter viva a criatividade e a vida produtiva depois de aposentado.

    Conheça novas pessoas

    Nessa fase da vida pode ser que grande parte dos seus amigos seja do trabalho. Por isso é tão importante fazer cursos e investir em outras atividades em grupo. É preciso conhecer novas pessoas, de várias idades, fazer mais amigos e renovar as ideias. Você vai ver que sua produtividade vai aumentar na mesma proporção que sua satisfação pessoal. Também faça um esforço para manter contato com seus amigos que ainda estão trabalhando.

    Cuide da saúde

    Manter uma vida produtiva envolve manter a saúde em dia. Aproveite o tempo livre depois de aposentado para fazer um check-up como ponto de partida para a nova vida. Constatar que tudo vai bem vai ser essencial para ter força em colocar em práticas seus novos projetos. Não se esqueça de dedicar uma parte do tempo para fazer esportes. Faça algo pelo seu corpo agora que o trabalho não ocupa todo o seu tempo.

    Tenha sempre novos projetos

    Nunca deixe de ter projetos, são eles que nos mantêm motivados. Isso vale para a vida antes e depois de aposentado. Crie desafios, sempre. Se for preciso, defina metas. Faça uma lista das coisas que você gosta de fazer ou das atividades no trabalho que davam mais prazer, os assuntos que interessam mais. Assim você vai conseguir identificar qual o caminho a seguir para se manter ocupado.

    Então, você já se aposentou? Como faz para se manter produtivo? Conte sua história, estamos curiosos para saber! Escreva para atende@ceres.org.br

  • Sua saúde

    Um dos fatores que influenciam a saúde e a qualidade de vida do aposentado é a prática de exercício físico. Uma rotina de atividades físicas é recomendada em qualquer idade, mas tem benefícios especiais para aqueles que se preocupam com os “efeitos” do envelhecimento.

    Pesquisas mostram que um pouquinho de suor na caminhada – 30 minutos em dias alternados, por exemplo – já são suficientes. Melhora a circulação e a pressão arterial; diminui drasticamente o colesterol e o risco de entupimento das artérias e veias; fortalece o coração; melhora o desejo sexual, o raciocínio, o humor e a disposição; melhora o funcionamento das articulações, músculos e do metabolismo, promovendo autonomia física. Isso sem mencionar os benefícios estéticos, como a perda de gordura e tonificação muscular.

    O cuidado com a saúde também inclui uma boa alimentação, consultas médicas preventivas, aprender sempre a manter a cabeça ocupada (exercitar o cérebro), com atividades prazerosas e diversificadas.

    Mas o desejo de se manter ativo deve ser maior que o cansaço do dia-a-dia. A aposentadoria é o momento da vida em você deixa de ter a obrigação de trabalhar e passar a trabalhar pelo prazer de se manter ativo e útil.

  • Vida social

    “Faça uma lista de grandes amigos
      Quem você mais via há dez anos atrás
      Quantos você ainda vê todo dia
      Quantos você já não encontra mais...”

     

    A música “A Lista”, de Oswaldo Montenegro nos leva uma reflexão interessante. Se parássemos para pensar com quantas pessoas nós conversamos, todos os dias? Quantas trabalham conosco, para quantos amigos ligamos regularmente? Quais são os familiares com os quais mais nos importamos? E quanto as pessoas da nossa rua, vizinhança, igreja, salão de beleza, futebol, baralho... quantas são elas? Quando estamos com vontade de jogar conversa fora, rir, chorar, para quem ligamos? Muito possivelmente nos surpreenderíamos com a resposta.

    Um bom exercício é olhar para os seus relacionamentos e avaliar quantos deles são significativos para você. Coloque-se no centro de um diagrama e separe em quatro quadrantes, um para amigos, um para família, outro trabalho e mais um para comunidade (incluindo neste os profissionais que lhe atendem). Marque os que significam alguma coisa para você.

    Como está o seu mapa? Existem relacionamentos significativos em todas as áreas? Mais, ou menos íntimos? A variedade de relacionamentos é importante, como também o grau de intimidade nas relações.

    As pessoas têm funções diferentes em nosso “mapa”, o que faz delas singularmente importantes. Algumas pessoas são amigas confidentes, outras são os chamados “amigos de farra”, alguns nos apoiam em projetos de trabalho, outros nos dão ideias e conselhos...

    Quando os relacionamentos significativos se concentram no trabalho, a aposentadoria pode resultar no afastamento dos colegas e amigos. Isso pode levar a solidão e aumentar as chances de depressão, abuso de drogas, álcool e outras doenças.

    Portanto, cultivar os relacionamentos é uma “vacina” necessária no trabalho e fora dele! Os relacionamentos afetivos e sociais são como um capital que acumulamos e que traz um retorno constante, pois deles vêm os melhores sorrisos e os mais afáveis ombros quando mais precisamos.

    E o melhor é pensar que podemos adquirir esses capitais ao longo de toda a vida!

    Sempre é tempo de começarmos e mantermos relações significativas!

  • Envelhecimento ativo

    Idosos em ativa idade

    Eles não estão aumentando apenas em número, o grupo cresce também em participação na sociedade

    Houve uma época em que o cidadão passava a vida inteira trabalhando, trabalhando, e quando se aposentava, tudo o que ele queria mesmo era descansar. Passar o dia relaxando em casa, sem ter de cumprir com obrigações ou seguir horários. A palavra de ordem era descanso. Mas o que vem acontecendo ultimamente no segmento da terceira idade é uma sensível mudança de comportamento, de um aposentado inerte e passivo para um cidadão mais atuante. É um conceito que os profissionais de saúde costumam chamar de “envelhecimento ativo”.

    O envelhecimento ativo é uma recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) para as políticas públicas relacionadas ao envelhecimento. Ele prevê a otimização das oportunidades de saúde a fim de aumentar a qualidade de vida conforme as pessoas envelhecem. Se envelhecer é natural, isso não implica que o idoso vá aceitar a queda na saúde e da qualidade de vida como uma coisa natural. É o que afirma Heather Barker Dutra da Silva, administradora hospitalar e mestranda na Faculdade de Saúde Pública (FSP). “O idoso tem que ser visto como uma força ativa para a nação, pois ele tem conhecimento para transmitir para outras gerações”, conta.     

    É dessa forma que Jassyra Guimarães, 74 anos, procura levar a vida, nada de ficar parada. A neta de Jassyra, Cláudia Regina de Souza, auxiliar acadêmica da Faculdade de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, aprova a atitude da avó e a define como uma pessoa extrovertida e atuante. A aposentada frequenta o Centro de Saúde de Pinheiros, região onde mora, pelo menos duas vezes por semana para praticar atividade física. Lá, encontra com um grupo não menos animado de aposentados, que costuma ir a bailes da terceira idade e viajar para resorts e hotéis fora de São Paulo. A idade não parece ser um empecilho na vida dessa aposentada, “quando ela quer fazer alguma brincadeira sobre a idade, ela diz ‘quando eu ficar velha’”, diverte-se Cláudia.

    Se para Jassyra envelhecer ativamente é uma opção, para o resto do Brasil, a aplicação desse conceito é uma necessidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil logo deixará de ser um país jovem para se tornar um país com predominância de velhos. Isso devido à queda na taxa de natalidade (número de nascimentos por ano) e ao aumento da expectativa média de vida que atualmente é de 71,3, e que, estima-se, deve passar para 76 em 2024 e, pasmem, 81 anos em 2050. Dez a mais que a atual. Isso implica que, se hoje o Brasil tem uma população de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos, daqui a duas décadas, esse número poderá dobrar para 30 milhões.

    A maneira como os especialistas vêm reagindo a esses números beira o desespero. A maioria associa esses dados a um déficit da previdência social e a um alto custo que o aumento no contingente da população mais velha vai gerar na saúde pública, com internações, cirurgias e remédios. Repensar essas políticas públicas é importante, mas não é a única medida necessária. Para Heather, é preciso mudar o enfoque como se vê o idoso. “Não se pode dizer que o País está envelhecendo e logo ele vai ter problemas, é preciso pensar que ele está mais velho e vai ter um ganho”, explica.

    “A ONU não quer que as políticas públicas caiam no assistencialismo, o importante é trabalhar a reinserção desse indivíduo, usando a experiência nos segmentos de decisão política, comunitária ou que envolvam projetos de interesse nacional”, alerta Heather, cuja tese de mestrado defendida na Faculdade de Saúde Pública afirma que um quarto dos idosos pratica serviço voluntário.

    Considerada como uma alternativa da ONU para o envelhecimento ativo, o número de idosos envolvidos com voluntariado é baixo, principalmente se comparado a países norte-americanos e europeus, onde o índice chega aos 70%. Ainda assim, a maior parte dos idosos brasileiros pratica a forma indireta de serviço voluntário – as doações de dinheiro, roupas ou comida, por exemplo. É o caso da mãe de Ricardo Moura, técnico acadêmico do Departamento de Física e Matemática, em Ribeirão Preto. Dona Odete Alonso mora sozinha em casa, situação incomum entre os idosos brasileiros, e contribui mensalmente para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), doando alguma quantia em dinheiro.

    Para Heather, o número de idosos voluntários tende a aumentar nos próximos anos, já que, para ela, a prática do voluntariado está relacionada com a questão cultural. “O serviço voluntário está presente de maneira forte na cultura do brasileiro há cerca de apenas dez anos, e a população que está envelhecendo está trazendo consigo essa consciência”, afirma.

     

    Fonte: http://www.usp.br/espacoaberto