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  • Por que pensar na aposentadoria?

    Logo que nascemos, estamos sujeitos a três riscos: o de uma morte súbita, o de uma fatalidade que nos impossibilite para o trabalho (precocemente ou não) e o de se chegar à terceira idade sem a garantia de sobrevivência nas condições desejadas. Dificilmente pensamos nisso ao longo da vida. Acabamos nos concentrando no momento presente e esquecendo de planejar o futuro, de pensar na aposentadoria.

    Atualmente, as pessoas chegam à aposentadoria com vigor e disposição e querem aproveitar fazer aquilo que gostam, melhorando a sua qualidade de vida. O problema é que não guardam dinheiro para esta fase ou sequer imaginam de quanto vão precisar para viver depois de aposentados e, quando fazem investimentos, nem sempre o fazem de maneira correta. Que tal começar agora a planejar o seu futuro?

  • Reflexão sobre a renda na aposentadoria

    Previdência complementar - Investimento de primeira necessidade

    A Previdência Social está sendo revista em todo o mundo, principalmente no que se refere aos valores dos benefícios.

    No Brasil, o teto dos pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era de 20 salários mínimos em 1989. Atualmente, está em 7 salários mínimos. Com a queda no nível de renda na aposentadoria, fica difícil manter o padrão de vida apenas com o benefício da Previdência Social.

    A solução para esse problema está na previdência complementar. A renda paga pelo plano de previdência complementar somada ao benefício pago pelo INSS manterá o padrão de vida próximo ao que se possui enquanto está trabalhando.

    Os que estão entrando agora no mercado de trabalho, com salário inferior ao teto do INSS, não devem se acomodar. Afinal, com a evolução profissional, podem chegar a ganhar mais do que isso no futuro. Já para quem tem salário superior ao teto do INSS (R$ 3.038,99 atualmente), a previdência complementar é indispensável.

    Previdência complementar pode ser definida como o patrimônio que irá proporcionar a renda que substituirá o salário a partir do momento que você decidir para de trabalhar. Não é uma reserva para eventual desemprego, é para a aposentadoria.

    No sistema de previdência complementar, o regime é de capitalização. Durante a vida ativa, as contribuições são recolhidas para um fundo ou uma conta e aplicadas no mercado financeiro, com o objetivo de acumular um montante suficiente para ser recebido na época da aposentadoria.

    Há diversas vantagens em planejar a aposentadoria por meio da previdência complementar:

    - A administração do dinheiro é feita por profissionais, aptos a avaliar o mercado e investir com menos risco do que se você próprio fosse investir no mercado;

    - Dependendo do modelo do plano escolhido, as contribuições para a previdência complementar podem ser deduzidas do imposto de renda, até o limite de 12% da sua renda bruta anual;

    - Você não perde o capital investido. Vai recebê-lo em forma de renda na aposentadoria e, se desistir do plano, pode sacá-lo ou transferi-lo para outro plano de previdência;

    - Dependendo do modelo do seu plano, você fica coberto não só na aposentadoria, mas também em situações inesperadas como doença, a invalidez e a morte.

  • Previdência Oficial (INSS)

    É administrada pelo Estado, é obrigatória e seu objetivo é proteger o trabalhador e seus dependentes de imprevistos como doença, invalidez, morte, reclusão e encargos decorrentes da maternidade, garantindo níveis mínimos de renda. Além do regime geral, há também os regimes próprios de previdência social destinados aos servidores públicos.

    Saiba mais sobre a Previdência Social aqui

  • Previdência Complementar

    Previdência complementar é uma poupança feita pelo trabalhador para que tenha uma renda adicional que, junto com a renda do INSS, substituirá o salário a partir do momento em que decidir parar de trabalhar.

    Diferente da Previdência Social, a previdência complementar não é obrigatória. Durante a vida ativa, você contribui para um fundo ou uma conta. Essas contribuições são aplicadas no mercado financeiro, com o objetivo de acumular um patrimônio suficiente para ser recebido na época da aposentadoria.

    Na aposentadoria, a renda da previdência complementar somada ao benefício do INSS manterá o seu padrão de vida próximo ao que você possui agora, enquanto está trabalhando.

    É seguro participar de um plano de previdência complementar?

    Sim. No plano de previdência complementar, a administração do dinheiro é feita por profissionais aptos a avaliar o mercado e investir com menos risco do que se você próprio fosse investir no mercado. Além disso, você não perde o capital investido. Vai recebê-lo em forma de renda na aposentadoria e, se desistir do plano, pode sacá-lo ou transferi-lo para outro plano de previdência.

      

    Quais são os tipos de previdência complementar?

    Existem dois tipos de Previdência Complementar, a Aberta e a Fechada.

    Aberta

    • Oferecida por bancos e seguradoras
    • Qualquer pessoa pode aderir
    • Participantes pagam sozinhos
    • Tem fins lucrativos
    • Vinculada ao Ministério da Fazenda

                - Susep – Superintendência de Seguros Privados

                - CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados

    Fechada

    • Administração feita por fundos de pensão
    • Apenas profissionais ligados a uma empresa, sindicato ou associação de classe podem aderir
    • A empresa paga junto com o empregado
    • Não tem fins lucrativos
    • Vinculada ao Ministério da Previdência

                - Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar

    Na previdência complementar fechada sua contribuição vale o dobro. O trabalhador contribui com uma parte mensal do salário e a empresa paga o restante, valor que normalmente é dividido em partes iguais.

    As contribuições são aplicadas no mercado financeiro conforme uma política de investimentos previamente discutida com representantes da empresa e dos empregados. O princípio é o mesmo de uma cooperativa, onde todos contribuem para garantir benefícios individuais de forma mais barata.

      

    O que é Patrocinadora?

    É a empresa que cria ou participa do plano de previdência complementar e paga uma contribuição em nome do seu empregado, no caso a Emater-DF.

    O que é Participante?

    É o empregado que se inscreve no plano de previdência complementar e contribui mensalmente com um percentual do salário para a formação da poupança previdenciária

    O que é um Fundo de Pensão?

    É a empresa sem fins lucrativos cuja responsabilidade é administrar as contribuições de patrocinadores e participantes para os seus planos de previdência. Os fundos de pensão também são chamados Entidades Fechadas de Previdência Complementar.

  • Como escolher um Plano de Previdência

    5 passos para escolher melhor seu plano de previdência

    O educador financeiro Conrado Navarro diz que investidor deve procurar um plano que esteja alinhado com suas expectativas e objetivos

    Por Gabriella D'Andréa

    SÃO PAULO – Se aposentar com uma renda satisfatória é o desejo de muitas pessoas. Mas a Previdência Social, na maioria das vezes, não consegue garantir uma renda compatível com o seu padrão de vida. Por isso, especialistas insistem que é preciso pensar desde cedo em investimentos que garantam uma maior tranquilidade financeira na terceira idade.

    Para o sócio-fundador do Dinheirama, Conrado Navarro, escolher um bom plano de previdência privada é fundamental neste processo. Pensando nisso, ele elaborou uma lista com 5 passos para o investidor seguir antes de escolher.

    1 – Busque planos compatíveis com seus objetivos

    Antes de aplicar em um plano de previdência é importante avaliar a estratégia do gestor e ver se ela está alinhada com seus planos pessoais.

    A dica de Navarro, caso o investidor tenha um prazo mais longo de 10 anos, é optar por planos mais agressivos, que tenham em sua carteira até 49% de ativos de renda variável. E conforme os anos forem passando, migrar para aplicações mais conservadoras.

    No entanto, se o seu prazo for mais curto, a sugestão é optar por planos mais tradicionais de renda fixa ou compostos, com até 15% ou 30% de aportes em renda variável.

    2 – Pesquise e escolha planos com taxa de carregamento zero

    A taxa de carregamento é o percentual cobrado a cada aporte, para que o banco ou seguradora “carregue” seu plano, o que provavelmente vai durar alguns anos.

    “Sua tarefa será entender as regras dos planos oferecidos enquanto busca pelo produto cuja taxa de carregamento não existe – e isso é possível”, aponta Conrado.

    É possível zerar a taxa, em alguns casos, aumentando o depósito inicial ou fazendo aportes mensais maiores. Para isso, é importante fazer uma minuciosa avaliação das seguradoras e dos produtos oferecidos por elas.

    3 – Escolha planos com taxa de administração menor que 1,5% na renda fixa e 3% nos compostos

    A taxa de administração é cobrada anualmente, e assim como a taxa de carregamento, precisa ser avaliada para estar em sintonia com o objetivo do investidor.

    No caso de um plano que tenha seus ativos baseados em renda fixa, Navarro sugere que as taxas sejam de, no máximo, 1,5% ao ano, pois gerenciar recursos de renda fixa é mais fácil do que cuidar de um patrimônio misto (renda fixa + renda variável). Já no caso dos compostos, o ideal é até 3%.

    4 – Dê atenção para a rentabilidade e histórico do fundo e da instituição

    Navarro afirma que há mais 3 pontos nos quais o investidor deve estar atento na hora da escolha: rentabilidade, consistência de resultados e solidez.

    “Afinal de contas, você fará uma escolha de investimento que durará muito tempo e deseja que seu patrimônio esteja garantido e maior ao final do período, certo? Então dê atenção à estrutura das seguradoras. Busque opiniões de clientes, pesquisa a história da empresa, o patrimônio sob gestão, procure pelos planos na internet e compare­-os”, pontua Navarro.

    5 – Considere seriamente a portabilidade

    A portabilidade pode ser feita de um plano de mesma natureza para outro, inclusive de outra instituição, e o melhor, sem incidência do Imposto de Renda. Essa estratégia faz parte dos passos citados até aqui, que têm o intuito de ajudar o investidor a encontrar o melhor produto para si.

    Sendo assim, é possível passar de um plano para o outro, desde que sejam compatíveis, isso é, VGBL para VGBL e PGBL para PGBL.

    Em relação ao regime de tributação, o investidor pode passar de um plano PGBL progressivo para outro progressivo ou regressivo, mas o contrário não vale. Caso o seu plano PGBL seja regressivo você só poderá passar para outro regressivo.

    Fonte: Infomoney

  • Quando Começar?

    O benefício a ser usufruído no futuro é proporcional ao que se poupa ao longo do tempo. Por isso, quanto mais cedo uma pessoa começa a fazer a sua reserva de aposentadoria, mais tranquilidade ela terá no futuro.

    A decisão de investir em um plano de previdência exige disciplina. Dependendo da idade em que ocorra adesão a um plano de previdência complementar, os depósitos mensais podem ser representativos.

    Quem é mais novo e tem mais tempo para poupar, pode adotar um perfil de investimento mais ousado para tentar aumentar a rentabilidade do dinheiro. Se a estratégia der errado, haverá tempo para recuperar o dinheiro perdido. Já quem demorou para começar a guardar dinheiro, terá que fazer contribuições mensais mais altas e deve ser mais cauteloso, conservador, para evitar perdas no patrimônio.

    Não é só pelo acúmulo de dinheiro que o tempo de contribuição é importante. Ao longo do tempo pode ser necessário fazer ajustes no planejamento financeiro da aposentadoria.

    Crescimento profissional, casamento, filhos, e compra de imóvel também são fatores que pesam na hora de planejar a aposentadoria. Os valores destinados à poupança previdenciária devem acompanhar a evolução do padrão financeiro e o estilo de vida.

    20 anos – Este é o melhor momento para começar a investir. A sugestão é guardar cerca de 20% da renda desde que isso não represente sacrifício e desestimule a poupança.

    30 anos – Hora de rever o plano de previdência, investir na carreira até mesmo reduzindo as contribuições previdenciárias para pagar uma especialização. Se tiver filhos é hora de começar a pensar em dar início às aplicações para eles também.

    40 anos – É hora de reforçar os investimentos no plano de aposentadoria, talvez por meio de contribuições esporádicas com o dinheiro extra que entrar no orçamento. Deve-se adotar um perfil de investimento mais conservador, para correr menos risco. O imóvel próprio também é um patrimônio importante para o futuro. Quem não tem casa própria deve reduzir a parcela do plano de aposentadoria para fazer ou quitar um financiamento. Quem não começou a investir no plano de previdência ainda tem tempo para começar. A contribuição certamente será mais alta e os níveis de renda serão menores, mas importantes na manutenção do padrão de vida.

    50 anos – Este é o momento de começar a pensar objetivamente na aposentadoria, traçar cenários futuros e fazer os cálculos para verificar se a poupança será realmente suficiente para o estilo de vida que você vislumbrou. Se necessário, aumente a contribuição ou faça depósitos de valores extras para aumentar o capital.

  • Quanto Poupar?

    Decidir quando parar e quanto quer receber na aposentadoria, define o quanto você deve poupar.

    Se você define quando vai parar, consegue ter uma ideia do tempo pelo qual ficará recebendo a renda da previdência complementar. Quanto mais cedo uma pessoa decide se aposentar por mais tempo ela vai receber o benefício complementar. O valor do benefício complementar a ser definido também é fator importante na hora de definir quanto pagar para o plano de previdência privada.

    Para entender como isso funciona, vamos usar exemplos simples, sem levar em conta efeitos de inflação ou taxas de rentabilidade dos investimentos feitos com dinheiro. Imagine que o plano de previdência complementar seja um cofre, que vai ser aberto na época da sua aposentadoria. Para receber R$1.000 durante 20 anos, é necessário juntar no cofre R$260.000. Para receber os mesmos R$1.000 durante 25 anos é necessário juntar R$325.000. Já para aumentar o valor do benefício de R$1.000 para R$3.000 e recebê-lo por 20 anos, seria necessário ter R$975.000 no cofre. Percebeu como o valor do benefício e o tempo pelo qual você vai recebê-lo influenciam no quanto você deve poupar?

    Na realidade, uma boa estimativa para definir de quanto vamos precisar no período da aposentadoria é a manutenção do mesmo padrão de ganhos dos últimos anos antes da aposentadoria. O tempo pelo qual você contribuirá será a diferença entre a sua idade e a idade em que você pretende se aposentar. Quanto mais tarde se aposentar, mais tempo você terá para acumular sua poupança. Por último, deve-se estimar quanto de retorno real terá com os investimentos. E é bom ser conservador nessas estimativas e supor algo em torno de 0,5% de juros reais ao mês. Nos planos de previdência complementar, todos esses cálculos são feitos no momento da sua adesão.