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  • Orçamento

    O orçamento é a principal ferramenta do controle financeiro. Listar receitas e despesas facilita o planejamento e vai ajudar você a adotar uma vida financeiramente mais responsável.

    Tenha em mente que fazer orçamento não significa restrição. Ele é simplesmente um plano de como pretende usar o seu dinheiro. Fazer um orçamento proporciona as seguintes vantagens:

    • permite monitorar sua situação financeira;
    • ajuda a criar um quadro visual de gastos;
    • faz com que você evite os gastos por impulso;
    • auxilia na decisão quanto ao que pode ou não gastar
    • possibilita que saiba exatamente como gastar o seu dinheiro
    • apoia a criação de um plano de poupança e investimento
    • ajuda a decidir sobre como é possível se proteger contra as consequências financeiras de eventos imprevistos
  • Reserva de emergência

    Por mais organizado que seja o seu planejamento financeiro, os gastos extras sempre aparecem. Um defeito no carro, reparos na casa, problemas de saúde, enfim, imprevistos que consomem uma quantia considerável quando menos se espera e com um agravante: você precisa do dinheiro rápido e não há muito como protelar.

    Planejamento

    Para se garantir em situações imprevistas é preciso planejar e construir uma reserva de emergência para que a sua única alternativa não seja vender um bem ou recorrer a um financiamento.

    Quanto exatamente separar? Não existe uma regra. O fundo de reserva depende do seu padrão de vida. Em geral, o recomendável é ter um fundo equivalente a pelo menos três meses de despesas correntes. Por exemplo, se seus gastos mensais são, aproximadamente, R$ 700, o fundo deve ser de pelo menos R$ 2,1 mil.

    Caso a emergência tenha sido causada pela perda de emprego, é preciso estimar o tempo necessário para se recolocar com base no mercado de trabalho na área em que você atua. Para esses casos, vale a pena ser bastante conservador ao montar seu fundo de reserva. Deixar separado o equivalente a seis meses de despesas pode ser o ideal

    Estabeleça metas realistas

    O dinheiro para o fundo de emergência deve ser aplicado e não deverá ser usado no pagamento das despesas do dia a dia. Montar um fundo de reserva exige tempo, perseverança e, mais do que tudo, objetivos claros e realistas.

    A planilha de gastos mensais também é o ponto de partida para a formação dessa reserva. É com base nela que você poderá estimar o quanto poderá poupar. O ideal é começar guardando pelo menos 5% do que ganha todos os meses. À medida que se sentir confortável com o seu novo orçamento, você pode aumentar este percentual para 10% ou mais.

    Fuja das tentações

    Para evitar tentações, estabeleça alguma forma de investir diretamente do seu salário, por exemplo, estabelecendo um sistema de depósitos mensais em seu fundo de investimento, ou na poupança.

    Antes de fazer algum gasto significativo com um celular de última geração ou um novo notebook, talvez valha a pena adiar este sonho de consumo e usar o dinheiro para começar seu fundo de reserva.

  • Enfrentando a crise

    Numa situação de crise financeira o melhor a fazer e manter a calma, traçar um plano para solucionar o problema e evitar situações e atitudes que possam prejudicar ainda mais a situação.

    Evite fazer novos empréstimos

    Fazer um novo empréstimo para pagar o antigo é tão tentador quanto desastroso. Paga-se uma dívida sem ter recursos para arcar com o pagamento do novo compromisso. Consequentemente, atrasam-se outros pagamentos. Frente a isso, fica mais difícil conseguir crédito no mercado porque o risco de que você venha a ficar inadimplente aumenta. Para fazer frente a esse aumento de risco, o dinheiro emprestado fica mais caro, ou seja, os juros são maiores, o que agrava ainda mais a situação.

    Exercite o desapego aos bens e ao estilo de vida

    Para sair de uma situação de crise cortar os gastos e mudar o estilo de vida são as primeiras atitudes a serem tomadas. O corte deve começar pelos gastos pessoais, o que inclui desde as despesas com alimentação até vestuário. Se o simples corte de despesas não for suficiente, está na hora de considerar a venda de parte do seu patrimônio como a troca do imóvel que possui por um menor. É uma situação que pode ficar menos difícil para que não se atenha a um estilo de vida que não consegue manter.

    Negocie com os credores

    Muitos credores preferem receber alguma coisa a nada. Em vez de fugir, o melhor é conversar com o credor e explicar a situação. Diga que quer arcar com o pagamento, mas não tem como fazê-lo, avalie a possibilidade do mesmo ser renegociado. Se ainda assim o credor cometer algum tipo de abuso, deve-se procurar a ajuda de um advogado, e pedir que seus direitos sejam respeitados com base no previsto no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. O artigo prevê que, na cobrança, o consumidor "não será exposto ao ridículo, nem submetido a qualquer constrangimento ou ameaça".

    Planeje como pagar as dívidas

    Procure entrar em contato com todos os credores, e exponha a situação. A todos eles peça uma revisão dos termos previstos no pagamento da dívida, e aguarde para ver o que eles lhe oferecem. Mesmo haja dinheiro suficiente para pagar integralmente um dos credores, esse pode não ser o melhor procedimento. Como, em geral, as dívidas têm prazos de quitação distintos, e os juros cobrados variam, é preciso analisar com cuidado a melhor forma de usar essa reserva para reduzir o saldo devedor total. Em situações de crise, o objetivo final é sair do vermelho o mais rápido possível. Pode ser que o melhor seja manter o número de credores, mas dever menos para cada um deles.

    Não suspenda o pagamento da casa própria

    Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode gerar consequências graves. Mesmo sendo das modalidades de financiamento mais baratas do mercado, corre-se o risco de perder o bem e, além disso, continuar devendo, sobretudo no caso do financiamento de autos. Isso porque, o carro vale menos do que quando foi comprado, o que é mais difícil de acontecer no caso dos imóveis. O pagamento das prestações destas duas modalidades de financiamento merece prioridade na hora de decidir o que pagar.

  • Quite as divídas

    Estar endividado não é fácil. Saber que quitar as dívidas se tornou uma tarefa dificílima é pior ainda. Se o descontrole financeiro é temporário, decorrente de algum imprevisto, faça um esforço, corte os gastos que puder para sair rápido desta situação. Em caso de endividamento crônico é preciso priorizar pagamentos, rever os gastos, identificar fontes alternativas de renda ou procurar ajuda especializada até que se quite todos os débitos.

    Equilíbrio financeiro deve ser a meta

    Ainda que existam momentos em que seja preciso priorizar os pagamentos e estabelecer um plano de quitação de dívidas, o ideal é que você consiga recuperar o seu equilíbrio financeiro o mais rápido possível.

    Equilíbrio significa não ter mais do que 30% do seu orçamento mensal líquido comprometido com o pagamento de prestações. Sempre que uma nova compra levar o seu endividamento para acima deste teto, você deve optar por adiar a compra até conseguir quitar outra dívida.

    Crédito rotativo: cheque ou cartão

    O cheque especial e o cartão de crédito podem ser boas soluções nos casos de endividamento temporário. Às vezes, vale mais a pena arcar com os juros no cartão e no cheque do que pagar de um crediário, um empréstimo pessoal, ou financiamento imobiliário, pois nesses casos, corre-se o risco de ter o nome sujo ou sofrer a retomada do bem.

    O que fazer se estiver devendo o cheque e o cartão? Os juros do cartão sempre são maiores. Portanto, se você ainda não estourou o limite do cheque especial, o melhor é pagar integralmente a fatura do cartão, deixando para rolar a dívida no cheque especial por mais algum tempo.

    Desde que não seja emitido cheque sem fundo, permanecer no cheque especial não implica em outros encargos além dos juros. Caso já tenha estourado o limite do cheque especial, seu nome pode ser incluído no cadastro de inadimplentes, e é preciso arcar com outros custos. Ao emitir cheque sem fundo e ter seu nome incluído ou excluído do cadastro de inadimplentes, você tem que pagar uma tarifa. Essa tarifa é cobrada por evento, ou seja, por cheque sem fundo emitido ou por inclusão no cadastro de inadimplentes.

    Crediário

    Em geral, os juros cobrados no crediário oferecido pelos grandes varejistas para a compra de eletrônicos e eletrodomésticos, entre outros, tendem a ser mais baixos do que as outras linhas de crédito existentes no mercado, até porque os bens servem de garantia. A inclusão na lista de inadimplentes é relativamente rápida: demora de 10 a 15 dias. Por outro lado, é bastante improvável, dado o valor do bem, que os credores exijam sua retomada imediata. Além disso, existe a possibilidade de se vender o bem, de forma a obter recursos para quitar a dívida. Ainda que essa não seja a solução ideal, uma vez que a intenção era comprar o bem, ela permite que você regularize sua situação financeira. Depois, com um maior planejamento financeiro, você pode até voltar a comprar o aparelho, mas quando seu endividamento for menor!

    Empréstimo pessoal

    Nos empréstimos bancários há espaço para se renegociar os termos do crédito desde que os pagamentos sejam mantidos. Assim, ao invés de não efetuar o pagamento, vale mais a pena tentar alongar o prazo de financiamento, o que reduz a prestação mensal e dá mais liberdade para organizar as finanças.

    O inconveniente é que, ao aumentar o prazo, você acaba pagando mais juros ao final do financiamento, mas evita a inclusão no SPC.

    Financiamento de carro e casa

    Atrasar o pagamento da prestação do automóvel ou da casa própria pode gerar consequências graves. Mesmo sendo das modalidades de financiamento mais baratas do mercado, você corre o risco de perder o bem e, além disso, continuar devendo, sobretudo no caso do financiamento de autos. Isso porque, o carro vale menos do que quando foi comprado, o que é mais difícil de acontecer no caso dos imóveis. O pagamento das prestações destas duas modalidades de financiamento merece prioridade na hora de decidir o que pagar.

  • Consumo consciente

    Evitar desperdícios também é uma forma de poupar. Retiramos da cartilha de Educação Financeira da ABEF – Instituto Brasileiro de Educação Financeira, algumas dicas de como evitar desperdícios em casa adotando cuidados simples em relação às despesas fixas, variáveis e eventuais.

     

    Nas Despesas Fixas

    Aluguel/prestação e condomínio:

    • Não comprometa mais do que 30% de sua renda com o Aluguel/Prestação e Condomínio;

    • Compareça as reuniões de condomínio para não ser pego de surpresa com taxas extras;

    • Acompanhe o índice de reajuste de seu Aluguel ou do Contrato de Financiamento da Casa Própria para saber de quanto será o aumento em caso de renovação ou renegociação.

    Telefone:

    • Utilize nos horários de tarifa reduzida;

    • Evite conversas demoradas;

    • Evite ou reduza as ligações para celular;

    • Em caso de dificuldades para pagar suas contas no vencimento, ligue para a companhia e mude para um dia melhor.

    Água:

    • Mantenha a torneira fechada ao escovar os dentes e fazer a barba;

    • Fique atento a torneiras abertas e a torneiras pingando;

    • Ao lavar louças, enxague todas de uma só vez;

    • Evite lavar calçadas com mangueiras, varra primeiro e depois use o balde de água.

    Gás:

    • Acenda o fósforo antes de abrir o gás;

    • As chamas devem ter coloração azulada, caso estejam amareladas é sinal de que os queimadores estão desregulados ou sujos, o que aumenta o consumo de gás;

    • Reduza o consumo preparando alimentos em fogo baixo e com a panela tampada.

    Energia elétrica:

    O consumo responsável ou o investimento na compra de aparelhos e lâmpadas de melhor desempenho ajudam a evitar desperdício de energia.

    • Use os equipamentos elétricos de maneira correta;

    • Na hora de comprar, verifique se o equipamento tem o selo de eficiência INMETRO/PROCEL, que certifica que o aparelho consome menos energia. Você pode economizar energia ao escolher aparelhos com potência menor e ligá-los apenas durante o tempo necessário;

    • Ao reformar ou projetar sua casa, utilize soluções que ajudem na redução do consumo de energia. Projete os ambientes utilizando o máximo de luz natural, paredes pintadas com cores claras e com melhor isolamento térmico, ventilação adequada, circuitos elétricos bem dimensionados e a forma de aquecimento de água mais adequada à sua necessidade;

    • Chuveiro elétrico - Adote a posição verão sempre que puder; feche a torneira ao se ensaboar; evite banhos nos horários de maior consumo de energia elétrica (entre 18h e 19h30); limpe periodicamente os orifícios de saída de água; nunca reaproveite uma resistência queimada. Isso provoca o aumento do consumo e coloca em risco a sua segurança;

    • Geladeira – Instale-a em local ventilado afastado de fontes de calor; ajuste o termostato de acordo com o Manual de Instruções do fabricante; degele e limpe com a frequência necessária; mantenha as borrachas de vedação da porta em bom estado; não bloqueie a circulação interna de ar frio com prateleiras de vidro, de plástico ou de outros materiais; compre um modelo de tamanho compatível com as necessidades de sua família;

    • Lâmpada – em ambientes desocupados mantenha as lâmpadas apagadas; aproveite mais a iluminação natural; em banheiros, cozinha, lavanderia e garagem, instale lâmpadas fluorescentes;

    • Televisão – Evite deixar a TV ligada sem necessidade; use o timer caso tenha o hábito de dormir com a televisão ligada;

    • Ferro elétrico – Acumule a roupa para passar de uma só vez e comece sempre pelos tecidos que exigem temperaturas mais baixas. Ao desligar seu ferro elétrico, aproveite a temperatura existente para passar tecidos leves;

    • Ar condicionado - Limpe sempre os filtros do aparelho; instale o aparelho em local com boa circulação de ar; mantenha portas e janelas fechadas, evitando a entrada de ar do ambiente externo; mantenha o ar-condicionado desligado quando estiver fora do ambiente por muito tempo;

    • Máquina de lavar roupas - ligue-a somente com a capacidade máxima indicada pelo fabricante, economizando energia e água; utilize somente a dosagem correta de sabão indicada pelo fabricante, para que você não tenha que repetir a operação "enxaguar"; leia com atenção o manual do fabricante e aproveite ao máximo a capacidade da sua máquina de lavar roupa.

    Nas Despesas Variáveis

    Alimentação:

    • Evite compras mensais, aproveite as promoções;

    • Liste o necessário, evitando supérfluos;

    • Compare os preços entre produtos/marcas similares;

    • Não vá ao supermercado com fome e/ou com crianças.

    Academia/Clube:

    • Se não está frequentando cancele sua inscrição;

    • Caminhar é barato e saudável;

    • Forme um grupo de amigos para lazer e diversão.

    Transporte e Combustível:

    • Considere a possibilidade de utilizar o transporte público (Ônibus/trem/metrô) para ir ao trabalho;

    • Se for de carro, dividir o custo com um “amigo carona” é uma boa opção;

    • Combustível “mais barato” pode custar uma manutenção bastante onerosa.

    Nas Despesas Eventuais

    • Tenha conta em apenas um Banco;

    • Tenha apenas um Cartão de Crédito;

    • Em liquidação de roupas, compre peças clássicas e básicas que não saem da moda;

    • Se não há tempo para ler, cancele assinaturas de jornais e revista.

  • Realizando sonhos

    Não espere sobrar, você vem em 1º lugar

    Tempos de crise vem e vão. O exercício de reduzir, cortar, escolher o que fica e o que sai, vez ou outra, passa pelas casas dos brasileiros. Quem continua gastando como se não houvesse amanhã está indo por um caminho perigoso, certamente assumindo cada vez mais dívidas.

    Quem faz orçamento aprimora. Quem não faz precisa começar o quanto antes. O orçamento, controle de todas as despesas do mês, é a ferramenta que permite administrar e limitar os gastos dentro da disponibilidade de caixa. O que não cabe deve ser reduzido, eliminado ou transferido para o próximo mês.

     

    SONHOS

    Nesse exercício, uma coisa não pode sair do seu orçamento: seus sonhos, projetos de vida. Eles continuam sendo nossa prioridade. Para assegurar que não faltará dinheiro para a realização dos sonhos, são colocados em primeiro lugar no orçamento, antes de listar as despesas necessárias e outros gastos. Assim, se tiver que cortar alguma coisa, será dos gastos voluntários, menos importantes.

    Muita gente fala que não consegue guardar dinheiro, que não sobra nada no fim do mês. Ou, pior ainda, que o dinheiro se esgota antes de o mês acabar e os últimos dias são financiados com dinheiro emprestado, comprometendo parte do salário do próximo mês. Sabemos como essa história termina, e o final não é feliz.

    Não espere sobrar dinheiro para investir visando seus objetivos futuros; não vai sobrar. E sabe o que a gente faz com a "sobra"? Jogamos fora, gastamos na primeira liquidação que aparece pela frente. Seu sonho não pode ficar com a sobra, é muito importante e deve ocupar lugar de destaque.

     

    COMO

    Quando receber o salário, pague a você em primeiro lugar. Separe cerca de 20% de sua renda líquida para os projetos que têm grande significado na sua vida: a compra da casa própria, a educação dos filhos, uma reserva financeira suficiente para atravessar períodos difíceis e, por que não, as merecidas férias em família para recarregar as baterias.

    Depois, pague as despesas essenciais, sem as quais não podemos viver, as "necessárias": moradia, alimentação, educação, saúde e transporte. Verifique quanto cada item representa do orçamento disponível (em %) e avalie se a distribuição da renda está adequada.

    Finalmente, o menos importante, os gastos voluntários, que podem ser reduzidos ou eliminados do seu orçamento por uns tempos ou para sempre. Corro o risco de errar nos exemplos porque o que é supérfluo para mim pode ser importante para você: academia, TV a cabo, celular, refeições fora de casa, presentes etc. É importante determinar que os cortes, se necessários, serão feitos aqui, nos itens classificados como de menor significado.

  • Crédito a seu favor

    Cartão de Crédito – Como funciona?

    Uma forma de pagar as compras muito popular hoje no Brasil. Com base em sua renda ou em seu perfil de consumo, as empresas oferecem cartões com determinados limites de crédito. Você escolhe um dia do mês para pagamento da fatura e chega a ter até 40 dias de prazo se utilizar o cartão em data boa (nove dias antes do vencimento da fatura, por exemplo). Tudo bem. Disso todo mundo sabe. Mas você sabe usar o seu cartão de crédito?

    Fique atento às taxas de anuidades dos cartões, que variam de uma administradora para outra. É possível fazer boas negociações junto aos bancos a fim de obter taxas baixas ou até isenção, dependendo do caso.

    Como tirar vantagem

    Também chamado de dinheiro de plástico, o cartão de crédito é um meio prático para realizar suas compras no dia a dia. E se você souber usar, ele pode trazer muitos benefícios.

    A possibilidade de parcelar uma compra sem juros é uma vantagem do cartão de crédito. Mas você deve ter o cuidado de não abusar do número de compras a prazo que faz, pois muitos parcelamentos juntos podem estourar seu orçamento.

    Outra vantagem é poder juntar pontos e trocar por produtos, bônus ou, ainda, passagens aéreas. Verifique os benefícios que seu cartão oferece.

    Saiba escolher o cartão certo para as suas necessidades do dia a dia. Não adianta ter um “Internacional”, que custa mais caro, se você não vai fazer compras fora do Brasil. Além de terem um custo mais baixo, os cartões “Nacionais” também têm vantagens, como descontos nos estabelecimentos que os emitem (redes de postos de gasolina, supermercados, lojas etc.) sem você precisar ter conta em banco.

    Cuidados com o uso do cartão

    O cartão tem vantagens, mas deve ser utilizado de maneira controlada, para você não entrar numa grande dívida sem perceber.

    Evitar esse problema pode ser simples. O primeiro passo é administrar seus gastos. Uma boa dica é guardar os comprovantes das compras, pois assim você pode ter mais controle sobre o que gastou naquele mês. Não deixe também de examinar atentamente o extrato mensal para saber se não está exagerando nas compras.

    Fique muito atento aos parcelamentos: apesar de ser uma vantagem, a compra parcelada pode se tornar um problema. Lembre-se de que muitos parcelamentos, em conjunto, acabam se tornando um valor muito grande para ser pago.  E evite entrar no crédito rotativo, que é um parcelamento da fatura do cartão – você paga uma parte do total da fatura, e o restante é automaticamente financiado. Entrar nesse tipo de parcelamento é fácil, mas sair dele é muito difícil, pois as taxas cobradas são altíssimas.

    Veja um exemplo de como os custos do crédito rotativo são altos: a sua fatura não paga de R$ 1.000,00 no cartão de crédito se transforma em uma dívida de R$ 4.109,89 em um ano; R$ 16.891,20 em dois anos e R$ 69.420,99 ao final de três anos. Estamos falando de juros de mais de 300% num ano… Nem pensar!

    Uma verdadeira bola de neve!

    Outra medida importante para garantir o equilíbrio de suas contas é reservar um valor, no orçamento doméstico, para pagamento do cartão, prevendo a quitação total da fatura daquele mês.  Escolha a data de vencimento que seja mais próxima à data em que você recebe seu salário.

     

    DICAS

    1. Evite possuir vários cartões de crédito, pois isto pode levá-lo ao descontrole financeiro, e você ainda gasta com o pagamento de várias anuidades.

    2. Não aceite um limite de crédito que seja muito alto em relação ao seu salário ou às receitas do seu negócio. Acredite: crédito em excesso pode levar ao descontrole da sua vida financeira.

    3. Diante de um recebimento extra como 13o salário, férias ou um serviço extra, leve em consideração a possibilidade de antecipação de parcelamentos feitos. Pode ser útil para não pagar juros sobre as parcelas que ainda vão vencer ou no caso de parcelas sem juros, adequar suas despesas de cartão com seus recebimentos. Procure a administradora do seu cartão para poder fazer esta operação.

    4. Evite emprestar seu cartão para amigos ou parentes. Lembre-se: a partir do momento em que a compra é realizada, a dívida passa a ser sua, pois está registrada no seu cartão. Se a pessoa não pagar pelo que comprou, você será responsável pelo pagamento.

    Aprenda mais em http://meubolsofeliz.com.br/

  • Educando os filhos

    Educação financeira para crianças

    Não existe momento exato para começar a educação financeira para as crianças. Ela deve ser realizada de maneira contínua, leve e coerente. Os exemplos são os melhores ensinamentos. Os pais devem estimular os filhos para que participem de conversas sobre finanças doméstica, na escolha de produtos, na compra no supermercado etc.

    O importante é que a criança aprenda que poupar é importante; não se pode gastar mais do que se ganha; diferenciar aquilo que se precisa realmente daquilo que apenas se deseja; o real valor das coisas; a importância da pesquisa e da negociação de preços; planejar as compras; ética no trato com o dinheiro; respeito aos compromissos; evitar desperdício; e estimular o uso racional dos recursos, principalmente os naturais.

     

    Princípios básicos da educação financeira infantil

    Ética – Compete aos pais ensinar os filhos a desenvolver a consciência de que:

    - Ter não pode estar acima do ser (indivíduo com integridade de caráter). O dinheiro é apenas um símbolo, cujo valor é o que ele pode conquistar.

    - Nada surge a partir da geração espontânea. Dinheiro se ganha através de trabalho, pela dedicação ao conhecimento exato; por méritos pessoais e, qualquer outro meio é arriscado ou criminoso.

    Renda – Crianças devem ter a consciência de que a ausência dos pais durante a jornada de trabalho é uma forma digna de manter as despesas da casa, proporcionar conforto e bem-estar de todos.

    O trabalho é uma fonte de renda e o dinheiro é uma das diversas satisfações que o trabalho pode representar. A remuneração é o pagamento pelos serviços prestados e a garantia de um futuro tranquilo depende da maneira como se utiliza o dinheiro. Por isso, é preciso aprender desde cedo a equilibrar o quanto se ganha e o quanto se gasta; gastar com consciência; investir em poupança para realizar os projetos (desejos e sonhos) e, dispor de rendimentos futuros para envelhecer com segurança e qualidade de vida.

    Gastos – Crianças, principalmente as pequenas, não compreendem a relação entre trabalho, ganho e gastos. São imediatistas, por isso, educá-las financeiramente envolve valores profundos como lidar com frustrações e ansiedade.

    É preciso ensinar aos filhos a diferença entre vontade e necessidade e as consequências de cada escolha. Querer é poder, mas não necessariamente agora e não sem nenhum empenho pessoal.

    Poupança – Poupar significa renunciar o prazer imediato. É uma forma de escolher resultados maiores e mais efetivos amanhã. A falta de consciência sobre o futuro é um grande problema para a maioria das pessoas. A criança deve aprender que toda consequência tem uma causa. É preciso plantar, cuidar e depois colher.

    Ensinar a poupar é também desencorajar comportamentos impulsivos e consumistas. É desaconselhável incentivar os filhos a comprar agora e pagar em parcelas. Essa atitude pode se transformar num hábito de escolher créditos e financiamentos como forma de pagamentos e dificilmente o parcelamento não inclui juros. Ao mostrar aos filhos os estragos no orçamento provocados pelos juros, você estará enfraquecendo comportamentos compulsivos e evitando futuros endividamentos.

     

    Crianças devem saber a importância de economizar

    Orçamento e as contas a pagar não devem ser preocupação de criança, mas é importante que ela conheça e faça parte da rotina de pagar as contas e cumprir o orçamento todo mês.

    Isso pode ser feito por meio de conversas descontraídas no dia a dia. Mostre à criança uma conta de água ou luz e comente com ela sobre os valores, e sobre como é importante economizar. Muitas vezes a criança nem tem consciência do quanto sai caro aquele banho tão gostoso e demorado.

    Fazer comparações de custo entre coisas do universo da criança e as contas também pode funcionar. Quando a criança pedir um brinquedo, compare o custo com o valor de uma conta a ser paga. Com o tempo, a criança compreende o valor das coisas e passa a aceitar negações com mais facilidade ou até mesmo a dar alguns palpites.

    Cuidado com presentes fora de hora! Este hábito, uma vez adquirido, torna-se difícil de eliminar. Evite comprar coisas desnecessárias, estabeleça datas para presentear, regras e condições para a realização de alguns sonhos de consumo.

     

    Brincando de poupar

    O famoso cofrinho é um bom aliado na hora de ensinar a criança a poupar.

    Dê um cofrinho de presente ao seu filho e, durante um mês, peça a ajuda dele para cuidar das moedas "espalhadas" pela casa. Você pode incentivar a tarefa, dando a ele também algumas "contribuições" durante o período.

    Ao final dos trinta dias, surpresa! As moedinhas garantirão ao seu filho um dinheirinho extra! É provável que você ache a quantia "insignificante", mas para a criança será uma grande vitória.

    O fato de cuidar de um simples cofrinho dá à criança noções de responsabilidade, da importância de poupar e de zelar por pequenos valores, que, guardados de maneira disciplinada e periódica, poderão lhe proporcionar vantagens no futuro!

     

    Padrão de vida, cada um tem o seu

    É importante que a criança seja consciente da realidade em que vive. Compartilhe com ela alguns conceitos básicos desde cedo. Da importância do trabalho e do que seu salário consegue proporcionar à família. Ensine-a sobre a necessidade de priorizar escolhas. Você pode fazer esse exercício em casa, no dia-a-dia, sem muitos conceitos ou formalidades.

    O objetivo dos pais é proporcionar um ensino de qualidade e boas condições de vida aos seus pequenos, certo? Mas dentro da sua capacidade financeira.

    Os custos de escola e cursos extracurriculares devem caber no orçamento junto com os gastos com água, luz, telefone, compras do supermercado, financiamento do apartamento, condomínio... isso sem falar no vestuário, nos medicamentos, no convênio médico e outras tantas despesas extras que aparecem pelo caminho!

    Se, por algum motivo, a criança seja inserida em outra realidade, como por exemplo ter bolsa de estudo em uma escola conceituada e de padrão financeiro mais elevado, a cabeça dela precisa ser preparada. Afinal, terá amigos de poder aquisitivo superior ao seu e frequentemente irá se deparar com colegas que possuem hábitos e hobbies completamente distintos e fora da sua realidade financeira! Faça-a perceber as coisas não como algo inatingível, mas, quem sabe, como uma meta a ser alcançada futuramente, com planejamento e pés no chão.

     

    Mesada

    A mesada é uma boa opção para ensinar aos filhos a importância de poupar para conseguir algo maior. O emprego da mesada ensina, na prática, conceitos de planejamento, causa e efeito e responsabilidade - assumir a responsabilidade por suas escolhas. Se a criança decide gastar toda sua mesada antes do próximo recebimento, irá passar por um período de privação de gastos. Se desejar algo que excede o valor da sua mesada, então deve privar-se de gastar, poupar (juntar a próxima mesada) para comprar o que deseja.

    Quando começar?

    Em geral, a partir dos sete a criança já pode receber anos algum tipo de "semanada" ou "mesada".

    Lembre-se que estamos falando de educação financeira. Por isso, não basta entregar o dinheiro ao seu filho e ponto final. É preciso orientá-lo!

    Convém ajudar nas contas, de forma que a criança consiga ter uma ideia mais clara de quanto pode gastar por dia. Vale à pena também introduzir o hábito de pesquisar preços, o que acaba ajudando na definição do conceito de caro e barato. Neste sentido, os sites de venda on-line podem facilitar a tarefa.

    No caso dos pré-adolescentes e jovens, ainda que seja sua obrigação orientar seu filho sobre o uso correto de dinheiro e ajudá-lo na avaliação das oportunidades existentes, você deve deixá-lo tomar a decisão final sobre o que fazer com o valor da mesada.

    Mesada e poupança

    Estimule a criança a poupar parte da mesada. Para tanto, comece introduzindo a noção de objetivos de curto e longo prazo. Esta tarefa pode ser mais divertida se vocês trabalharem juntos: pegue duas folhas de papel e peça para o seu filho desenhar em cada uma delas o seu objetivo de curto prazo e o de longo prazo. Use estes desenhos para encapar duas latas de refrigerante.

    Se a criança gastar todo o dinheiro antes do final da semana (ou mês) e pedir para que você dê mais, seja firme e diga não! Lembre-se que você está ensinando o seu filho a planejar seus próprios gastos. Se você abrir uma exceção, acaba passando para a criança a mensagem de que ela pode gastar, pois sempre haverá mais.

     

    Livros, sites e jogos podem ajudar

    Jogos, sites e livros podem tornar a educação financeira infantil uma atividade agradável. O assunto é chato, mas a brincadeira, atividades agradáveis e atrativas prendem a atenção da criança.

    Nesta fase, é preciso apenas lançar alguns conceitos e deixar a criança ser levada por sua imaginação, estimulando perguntas e dúvidas.

    Confira abaixo alguns exemplos que devem ser dado para as crianças, bem como algumas obras que podem ser lidas pelos pais:

    http://meubolsofeliz.com.br/author/mauriciodesousa/ 

    • Até os 10 anos: A cigarra e a formiga (Jean de La Fontaine, Ed. Girassol); A galinha dos ovos de ouro (Jean de La Fontaine, Ed. Todolivro); Belas parábolas sobre dinheiro (Alexandre Rangel, Ed. Leitura); Como se fosse dinheiro (Ruth Rocha, Ed. FTD); Zequinha e a porquinha Poupança (Álvaro Modernell).

    • Para adolescentes: O menino do dinheiro (Reinaldo Domingos, Ed. Gente); Pai Rico, Pai Pobre: para jovens (Robert Kiyosaki, Ed. Campus); O homem mais rico da Babilônia (George S. Clason, Ed. Ediouro).

    • Para os pais: Berço de ouro (Carlos Von Stothen, Ed. Qualitymark); Filhos inteligentes enriquecem sozinhos (Gustavo Cerbasi, Ed. Gente).

    • Jogos: Banco imobiliário (Estrela); Jogo da Vida (Estrela); Leilão da Arte (Estrela); Corrida à caixa forte (Grow); administrando o seu dinheiro (Pais & Filhos).

  • Investimentos

    Investir é o meio mais eficiente de trabalhar melhor com o dinheiro e viver com qualidade o presente, pensando também no futuro. Mas não dá para se aventurar no mundo das aplicações sem informação.

    Ouvir amigos e familiares, passando a investir em determinada opção porque "deu certo" para alguém, definitivamente não é o caminho. Quem quer dar os primeiros passos na prática de investir precisa apurar o maior número de informações que puder por meio dos jornais, revistas ou internet. Não dá para pensar em investir sem acompanhar o que acontece ao redor. Para isto, é recomendável a realização de cursos específicos presenciais ou “on-line”. Na internet existem vários sites que ensinam os principais fundamentos do mercado financeiro. Recomendamos uma visita aos seguintes sites: Infomoney (www.infomoney.com.br); Bovespa (http://www.bmfbovespa.com.br/); Andima (www.comoinvestir.com.br), entre outros. Este último site, além de informações relevantes, oferece uma cartilha sobre como investir, que trata desde o planejamento financeiro até aspectos tributários.

    Erros que devem ser evitados no momento de investir:

    1- Investir em algo que não se conhece;

    2- Concentrar as aplicações em um único investimento. Diversificar é fundamental;

    3- Não ter uma reserva para emergências. Aplique um pouco da sua poupança em um fundo de investimento em renda fixa, vinculado ao CDI e com prazo de resgate em no máximo dois dias após a solicitação;

    4- Não ter um planejamento financeiro, com controle sobre receitas e despesas;

    5- Aplicar mais de 25% de sua poupança em renda variável, pois esse mercado é de alto risco;

    6- Não seguir os objetivos financeiros que você mesmo definiu no seu planejamento financeiro;

    7- Não correr riscos. Todo investimento oferece riscos e quanto maior a rentabilidade oferecida, maior será o risco;

    8- Desconsiderar os efeitos da inflação, por menor que ela seja.

     

    Na hora de investir, o que considerar?

    O quê ou para quê? Quanto? Por quanto tempo? - A decisão de onde investir depende do objetivo que se tem com o investimento. Comprar uma casa? Pagar os estudos? Fazer um pé de meia para emergências? O objetivo define o prazo pelo qual o dinheiro será aplicado, o que também determina o nível de risco e a liquidez da aplicação. Quanto mais tempo para alcançar o objetivo, mais risco se pode correr, pois caso ocorram perdas, há tempo para recuperar. E quanto maior o prazo, menor a necessidade de liquidez (tempo necessário para transformar a aplicação em dinheiro).

    Para começar defina quanto quer ganhar, em quanto tempo e quanto destinar ao investimento. Estabelecidos esses pontos, planeje como alcançá-los.

    Vale à pena também tentar entender melhor o seu perfil enquanto investidor. Porém, lembre-se: independente do seu perfil, uma estratégia bem-sucedida de investimento exige disciplina e perseverança.

    Perfil conservador - Se você é daqueles que se desespera com as quedas da bolsa, tem baixa tolerância ao risco. Investidores com este perfil visam, na maior parte das vezes, preservar seu patrimônio, por isso devem buscar aplicações que mantenham seus recursos protegidos das perdas com a inflação privilegiando investimentos de baixo risco, como os fundos de renda fixa. A poupança também é uma boa opção para quem tem esse perfil ou investe pequenas quantias.

    Perfil moderado - Tem alguma tolerância ao risco. Investidores com esse perfil direcionam suas aplicações para fundos de renda fixa, referenciados DI ou de curto prazo, dependendo do período em que pretende manter o dinheiro aplicado. Aplicam também em fundos multimercados com ou sem renda variável, ou em fundos de ações sem alavancagem.

    Perfil Agressivo - Em geral, trata-se do investidor mais experiente, que conhece melhor os mecanismos de mercado. Com grande tolerância ao risco, aplica em fundos de ações que adotam uma estratégia ativa de gerenciamento da carteira e/ou os fundos multimercados com renda variável e com alavancagem. Os fundos de renda fixa com alavancagem, assim como os multimercados sem renda variável e com alavancagem podem ser boas opções para quem quer reduzir a exposição ao mercado acionário, mas quer manter um perfil agressivo no investimento em renda fixa.

    Considere também a sua situação financeira e patrimonial.

    Leve em conta não apenas o quanto você tem disponível para investir, mas também a forma como aplica o dinheiro que construiu o seu patrimônio. O valor a ser aplicado é importante, pois algumas aplicações exigem um valor mínimo de investimento, ou só se tornam lucrativas a partir de uma determinada quantia investida.

    A análise da composição do seu patrimônio determina o grau de liquidez das suas aplicações, o que lhe permite definir o espaço que possui para correr riscos. Quanto mais líquidas forem as suas aplicações, maior a sua flexibilidade para correr alguns riscos extras.

     

    Diversificação

    Além da disciplina, uma das regras básicas do investimento é não colocar todos os ovos numa mesma cesta. É o que o mercado chama de “diversificação dos investimentos”.

    A diversificação implica no investimento do seu dinheiro em mais de um tipo de aplicação, permitindo que, em caso de forte oscilação dos mercados financeiros, as perdas registradas em algumas aplicações sejam compensadas pelos ganhos em outras.

    Como distribuir os investimentos?

    O ideal é aplicar em categorias diferentes, uma parte em renda fixa, como poupança, CDB, fundo DI, etc., e outra em renda variável, como ações, câmbio, ouro, imóveis, etc.

    Para determinar o percentual correto dos investimentos a ser direcionado para cada tipo de aplicação, é saber, por exemplo: por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado, quanto pretende investir e que risco está disposto a correr.

    Relação risco e retorno - Quanto maior o risco, maior o retorno, e vice-versa. Para compreender esta relação é preciso entender a diferença entre potencial de ganho e ganho efetivo de uma aplicação.

    Ainda que seja verdade que, ao aplicar em ações, é possível ganhar até 10% em um só mês (potencial de ganho), o ganho efetivo (rendimento do mês) pode acabar sendo bem menor ou até mesmo negativo. O ganho potencial de investir em ações é maior do que o de investir em renda fixa, que não supera 2% ao mês. Contudo, o ganho efetivo da bolsa pode vir a ser negativo, enquanto na renda fixa isto raramente acontece.

    É importante ressaltar que a diversificação não elimina o risco do investimento. Uma estratégia diversificada não garante o ganho mesmo quando o mercado estiver em queda, mas evita que as perdas sejam menores do que as do resto dos investidores.

     

    Renda Fixa

    Conceito – Aplicação em títulos com rentabilidade pré ou pós-fixada, com prazo de vencimento, que servem como instrumento de captação de recursos para pessoas físicas, instituições financeiras e governo.

    Ativos

    • Letra de Câmbio – Título de crédito pelo qual o criador ou sacador dá a outra pessoa, o sacado, a ordem de pagar uma soma determinada, em dinheiro, em tempo e lugar especificados, a um terceiro, o tomador ou beneficiário ou à ordem do próprio sacador – Financia o consumidor;

    • Caderneta de Poupança – A caderneta de poupança é uma aplicação que paga juros de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR) – Financia o SFH – Sistema Financeiro de Habitação;

    • Depósitos a Prazo Fixo – CDB (Certificados de Depósito Bancário) e RDB (Recibo de Depósito Bancário) – O CDB é um título de crédito, físico ou escritural, e o RDB é um recibo. Ambos são emitidos pelos bancos comerciais e representativos de depósitos a prazo feitos pelo cliente. O CDB e o RDB geram a obrigação de o banco pagar ao aplicador, ao final do prazo contratado, a remuneração prevista - que será sempre superior ao valor aplicado – Financiam os Bancos;

    • Notas Promissórias ou Commercial Paper – São títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos de capital de giro. Podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital fechado, pelo prazo máximo de 180 dias e pelas de capital aberto, pelo prazo de até 360 dias – Financiam as Empresas;

    • Títulos Públicos – as emissões desses títulos servem para antecipação da receita fiscal, financiamento do déficit orçamentário ou de investimentos públicos – Financiam os Governos Federal, Estadual e Municipal.

     

    Renda Variável

    Conceito – Aplicação em ativos cujo lucro é determinado pela diferença entre o preço de compra, mais os benefícios (dividendos, no caso das ações), menos o preço de venda.

    Ativos

    • Ações – Títulos nominativos negociáveis que representam uma fração do capital social de uma empresa;

    • Moedas – Dólar, Euro, Iene;

    • Commodities – Termo usado em transações comerciais internacionais para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização. As principais commodities são produtos agrícolas (café, soja e açúcar) ou minérios (cobre, petróleo, aço e ouro, entre outros);

    • Notas Promissórias ou Commercial Papers – São títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos de capital de giro. Podem ser emitidas por sociedades anônimas de capital fechado, pelo prazo máximo de 180 dias e pelas de capital aberto, pelo prazo de até 360 dias;

    • Debêntures Conversíveis – As debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por sociedades anônimas, que conferem ao debenturista (detentor do título) um direito de crédito contra a mesma, de acordo com as características constantes na escritura de emissão (documento legal que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida, tais como: prazo, remuneração, garantias, periodicidade de pagamento de juros, etc.). Os recursos captados com a emissão de debêntures são geralmente utilizados no financiamento de projetos, reestruturação de passivos ou aumento de capital de giro. Cada debênture emitida representa uma fração do total da dívida contraída pela companhia no ato da emissão, e pode ser negociada no mercado secundário. Apesar de serem classificadas como títulos de renda fixa, as debêntures podem ter características de renda variável, como prêmios, participação no lucro da empresa ou até mesmo conversibilidade em ações da companhia.

     

    Imóveis

    O investimento em imóveis é sempre uma das primeiras alternativas consideradas por quem quer investir com segurança. Não só por quem quer se aposentar e viver com a renda dos aluguéis dos imóveis adquiridos, mas por aqueles cujo objetivo é concretizar o sonho da casa própria. A dificuldade é identificar no mercado imobiliário as melhores oportunidades. Será que vale à pena? Será que é seguro? Por onde começar? E se uma oportunidade melhor surgir em seguida ao meu investimento?

    O segmento de imóveis é o maior mercado para investimentos no Brasil. Desde o investidor pequeno, dono de um modesto patrimônio a um megainvestidor da Bolsa de Valores, todos possuem ativos no mercado imobiliário.

    O mercado imobiliário se profissionalizou, tornou-se um campo disputado, em que poucos conseguem de fato ganhar dinheiro. Bem poucos. Por isso, aplicar em imóveis, mesmo com suas grandes particularidades, exige tanto trabalho e pesquisa quanto investir na Bolsa.

    A regra da diversificação vale também para o investimento em imóveis. Pelo fato da rentabilidade ser baixa apenas uma parcela, cerca de 40%, das suas economias deve ser aplicada em ativos imobiliários. Apesar disso, os imóveis ainda constituem um porto-seguro para o seu dinheiro. São uma boa estratégia para preservar o patrimônio nos períodos de alta inflação, de políticas que prejudicam os investimentos e das turbulências econômicas.

    Rentabilidade - As duas fontes de renda para o proprietário de um imóvel são o ganho com os aluguéis, que variam entre 0,5% e 0,6% do preço do imóvel e 1% para imóveis menores e bem localizados, e a valorização das propriedades, que exige um horizonte de tempo muito grande para o investimento e deve ser assunto para profissionais.

    Risco - O principal risco desse mercado está fortemente associado às características da localização de um imóvel. Descartando a hipótese de ocorrer uma catástrofe econômica, o único jeito de perder dinheiro é quando a região onde se localiza um imóvel se desvaloriza.

    Liquidez – A dificuldade de transformar o investimento imobiliário em dinheiro varia conforme a característica do imóvel. Imóveis rurais (fazendas, sítios ou ranchos) são os menos líquidos do mercado, com negociações demoradas e custosas. Se você não é ligado à atividade de agribusiness, não faz sentido investir numa propriedade rural. O mesmo ocorre com imóveis para lazer. Entre os imóveis urbanos, para moradia, os imóveis menores e mais simples são mais líquidos do que os imóveis de luxo. Há mais compradores para um apartamento de dois quartos em num bairro de classe média do que famílias procurando casas de cinco suítes com piscina em regiões nobres, a não ser em cidades onde não há mais espaço para novos empreendimentos. Neste caso, imóveis de luxo podem ter uma liquidez extraordinária.

    Ao investir em imóveis, prefira aqueles mais líquidos, principalmente se a ideia for investir para a aposentadoria. Imóveis menores são a melhor opção. É mais interessante ter uma carteira com vários imóveis do que apenas um de alto padrão. Além de mais lucrativa, essa alternativa será mais bem-vinda quando você precisar transformar seu imóvel em dinheiro vivo.